domingo, 23 de junho de 2013

Copa do Mundo



            O fenômeno da Copa do Mundo



Todos o jogadores com um só objetivo: Ganhar a taça do mundo
“Você pode estar se perguntando por que o secretário-geral das Nações Unidas está escrevendo sobre futebol. Mas a Copa do Mundo faz com que nós, nas Nações Unidas, morramos de inveja. Como o único jogo realmente global, praticado em todos os países, por todas as raças e religiões, é um dos poucos fenômenos tão universais quanto as Nações Unidas. Podemos até dizer que é ainda mais universal. A FIFA tem 207 membros. Nós temos 191.(...)” Trecho retirado de artigo escrito por Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU, para a Folha de São Paulo, em 09 de junho de 2006.
O parágrafo anterior resume a ideia do fenômeno que é a Copa do Mundo: o trecho destacado compara a FIFA (Federação Internacional de Futebol) às Organizações das Nações Unidas, órgão mundial cujo objetivo principal é o de mediar as relações internacionais, tendo a paz como meta. Ora, a ONU, o órgão mais importante da comunidade internacional tem menos membros do que a FIFA: esse é um dado alarmante. Isso faz com que tomemos consciência de que não temos consciência real do significado deste torneio.
Historicamente, a Copa do Mundo surgiu como fruto do antigo Torneio Olímpico de Futebol em 1924, na França, organizado pela FIFA. O sucesso do evento foi tão grande que se pensou em eleger o melhor time internacional de futebol a cada quatro anos, independente dos Jogos Olímpicos. A primeira Copa aconteceu em 1930, no Uruguai. A escolha pelo país se deveu em virtude de o Uruguai ser considerado o melhor time na época, por ter vencido o Torneio Olímpico duas vezes consecutivas. A primeira Copa do Mundo ainda havia sido organizada nos mesmos moldes dos Jogos Olímpicos, em que apenas uma cidade oferecia as instalações esportivas. A partir da segunda edição, em 1934, tornou-se regra distribuir os jogos pelo país que sedia o evento.
Um estudo de Orlando Duarte apresenta o aumento da popularidade da Copa do Mundo desde 1930 até o evento de 2002. Os dados variam de 434.500 pessoas no evento inicial, atingindo, em 2002, 2,5 bilhões de espectadores. É preciso lembrar que em 1930 não existia televisão e havia muitas limitações nos meios de comunicação, fato inimaginável nos dias de hoje. Essa visibilidade mundial que a Copa do Mundo possui, faz dela um grande evento comercial. Isso significa que a FIFA construiu um negócio bilionário, vendendo a sua marca e seus direitos televisivos, ao oferecer às empresas globais a maior oportunidade publicitária do mundo.
Outra coisa importante para pensar é que não é apenas de futebol que vive a Copa do Mundo: economia e política também fazem parte do pacote! A escolha do país-sede do evento ocorre a partir de acordo entre investidores provados e instituições governamentais, a partir de interesses políticos e econômicos comuns. Além disso, a tensão da realização do mega evento é tão grande que a FIFA tem recorrido a coberturas financeiras contra possíveis cancelamentos de Copa do Mundo. Um exemplo que ficou bastante famoso foi o da Copa de 2002, ocorrida no Japão e na Coreia do Sul, em que a FIFA se assegurou contra cancelamentos decorrentes de terremotos ou de instabilidade política.
Isso porque os interesses envolvidos num evento do nível da Copa do Mundo de Futebol são muito maiores do que o simples amor pelo esporte. Mas é claro que isso acontece por parte de quem organiza. O lado de quem torce não tem economia e não tem política: o espectador quer ver o seu país vencer. E de preferência, com futebol bonito. É só quando vemos um país inteiro parar para ver um jogo de futebol na televisão que conseguimos compreender as palavras de Kofi Annan.




Ameaçado de extinção, o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) pode ganhar mais chances ao ser conhecido pelo mundo como o mascote de um mega evento: a Copa do Mundo de Futebol do Brasil em 2014.
A Fifa e o Comitê Organizador Local (COL) disseram, na apresentação do mascote, que o tatu-bola, que se protege das ameaças externas se fechando em sua carapaça redonda, lembra "ligeiramente" uma bola de futebol.
Após uma votação popular em que mais de 1 milhão de pessoas participou, o mascote foi batizado "Fuleco", palavra que une "futebol" e "ecologia". O nome no entanto é polêmico e recebeu críticas em massa nas redes sociais.
Os organizadores do espetáculo esportivo acreditam que o mascote, como espécie ameaçada, pode sensibilizar a opinião pública sobre a importância do meio ambiente e da ecologia.
O tatu-bola frequentemente é alvo do tráfico ilegal de animais protegidos. Considerado um fóssil vivo, o animal é vulnerável pela destruição do meio ambiente, e ainda por sua caça devido ao sabor de sua carne, rica em proteínas, uma iguaria tradicional em algumas regiões do continente.




Seleção Uruguaia - A primeira campeã do mundo
Seleção Uruguaia - A primeira campeã do mundo
A primeira Copa do Mundo ocorreu em 1930 e foi sediada pelo Uruguai, país ícone do futebol na época. Bastante diferente dos moldes atuais da Copa do Mundo, que conta com 32 participantes, participaram desse primeiro torneio apenas 13 seleções: Argentina, Bélgica, Bolívia, Brasil, Chile, Estados Unidos, França, Iugoslávia, México, Paraguai, Uruguai, Peru e Romênia.
Curiosamente, quando a Federação Internacional de Futebol – FIFA – estabeleceu o Uruguai como sede da competição e firmou a data limite para inscrição das seleções, apenas haviam inscritos do continente americano. Apenas quatro países europeus decidiram participar e, mesmo assim, cadastrando-se após o período delimitado e com a FIFA se responsabilizando pelo custeio das equipes europeias. Repito curiosamente porque a Copa do Mundo se tornou a competição que todas as seleções, do mundo todo, ambicionam participar. E, para isso, atualmente há um processo seletivo bastante rigoroso para a escolha dos países que serão representados.
Outra curiosidade comparativa: enquanto a Copa da África, em 2010, utilizou 10 estádios para viabilizar o campeonato, a primeira edição uruguaia respondeu às expectativas com apenas 3 estádios, todos em Montevidéu, capital do Uruguai.
Os 13 times foram divididos em quatro grupos, de modo que o primeiro grupo continha quatro equipes e os outros três grupos tinham três seleções participantes. Segue a descrição dos grupos:
Grupo 1: Argentina, Chile, França e México;
Grupo 2: Brasil, Bolívia e Iugoslávia;
Grupo 3: Uruguai, Peru e Romênia;
Grupo 4: Estados Unidos, Paraguai e Bélgica.
Conseguiram o primeiro lugar, em seus grupos, na primeira fase do campeonato, os times: Argentina, Iugoslávia, Uruguai e Estados Unidos.
Os jogos de semifinais ocorreram entre Argentina e Estados Unidos, jogo que a Argentina ganhou de 6 a 1. A segunda partida da semifinal, entre Iugoslávia e Uruguai, repetiu o mesmo placar: 6 a 1, com vitória para o Uruguai.
O jogo da final fez enfrentar o Uruguai e a Argentina. O Uruguai venceu o adversário com o placar de 4 a 2.
O resultado final do torneio pode ser conferido a seguir:
SeleçãoPontosVitóriasDerrotas
Uruguai840
Argentina841
Estados Unidos421
Iugoslávia421
Chile421
Brasil211
França212
Romênia211
Paraguai211
Peru002
Bélgica002
Bolívia002
México003

Por Paula Rondinelli
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
Mestre em Ciências da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
Doutoranda em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo - USP









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